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Morreu Patrick Stewart, o ator de "Star Trek: A geração seguinte" e "X-Men"
O ator britânico Patrick Stewart, que marcou produções como "Star Trek: A geração seguinte" e "X-Men", morreu na quarta-feira, em Los Angeles, aos 86 anos, anunciou hoje a família.
"Guardaremos para sempre a serenidade e a reflexão estampadas no seu rosto - uma memória perene da sua graça invencível", lê-se no comunicado publicado pela família, na página oficial do ator, na rede Instagram.
Segundo a assessora do ator, Kelly Bush Novak, em declarações à Hollywood Reporter, Patrick Stewart morreu na quarta-feira, na sua casa em Los Angeles, após "uma breve e comovente viagem com a doença de Alzheimer".
Patrick Stewart nasceu em julho de 1940, no Yorkshire, em Inglaterra. Estreou-se nos palcos em 1959, numa adaptação de "Cyrano de Bergerac", de Edmond Rostand. Poucos anos depois, entrou na Royal Shakespeare Company, onde se manteve durante década e meia, destacando-se na interpretação de peças como "Hamlet", "O mercador de Veneza", "Comédia de uma noite de verão", "Os dois cavaleiros de Verona".
Em 1987, quando assumiu pela primeira vez o papel do Capitão Jean-Luc Picard, em "Star Trek: A geração seguinte", o cinema e a televisão passaram a dominar a carreira do ator.
Patrick Stewart interpretou a personagem ao longo de sete temporadas, em quatro filmes e produções televisivas, como "Star Trek: Picard" (2020-2023).
Em 2000, assumiu outro papel em produções de grande público: o Professor X, Charles Xavier, de "X-Men", da Marvel, a que regressaria em mais nove filmes. A seu lado, no papel de Magneto, tinha Ian McKellen, outro ator britânico com quem partilhava os palcos, o grande repertório 'shakesperiano' e uma das mais citadas interpretações de "À Espera de Godot", de Samuel Beckett.
A agência norte-americana de notícias Associated Press refere-se hoje a Patrick Stewart como "o ator com formação clássica que conferiu uma gravidade 'shakespeariana' aos 'franchises' 'Star Trek' e 'X-Men'", lembrando que "passou a maior parte da carreira nos palcos, e não na Mansão X ou a bordo da USS Enterprise".
"Além de interpretar personagens que vão de Cláudio a Macbeth, (Stewart) apresentava frequentemente uma versão a solo de 'Um Conto de Natal', participou em produções de 'Terra de Ninguém', de Harold Pinter, e 'À Espera de Godot', de Samuel Beckett", escreve a AP, que recorda algumas das melhores críticas da carreira do ator, em papéis de Shakespeare, como Macbeth, em jornais como o britânico The Times e o norte-americano The New York Times.
Em entrevista à AP, em 2008, o ator disse que decorou todos os solilóquios de Shakespeare, desde a adolescência, "só porque os achava fantásticos".
Stewart cresceu em Yorkshire, numa região operária do norte de Inglaterra, numa casa marcada pela violência paterna. Juntou-se a um grupo de teatro amador aos 12 anos. Pouco depois, ganhou uma bolsa de estudos para a Bristol Old Vic Theatre School. Estreou-se como ator profissional em 1959.
"O palco revelou-se um espaço seguro, um refúgio da vida real, no qual podia habitar outra pessoa, vivendo noutro tempo e noutro lugar", escreveu nas memórias "Making it so", hoje citadas pela AP.
Entrou na Royal Shakespeare Company, em 1966, onde permaneceu até 1982. Ao longo dos anos, o cinema e a televisão foram-se infiltrando. Houve participações nas séries "Eu, Claudio", "A Toupeira", em filmes como "Hennessy, o militante", "Excalibur", "Dune". Só depois "Star Trek", que combinou com outras produções como "Teoria da Conspiração" e "LA Story", e com o trabalho em palco como "A Life in the Theatre", de David Mamet.
Em junho de 2010, foi armado cavaleiro por Isabel II. Foi embaixador do International Rescue Committee e patrono da Refuge, organização de abrigo a vítimas de violência doméstica.
"Perdemos hoje um dos grandes nomes do palco e do ecrã", disse o ator Hugh Jackman, que contracenou com Stewart em "X-Men", citado pela AP. "Na minha opinião, um amigo e um homem extraordinário".
Patrick Stewart nasceu em julho de 1940, no Yorkshire, em Inglaterra. Estreou-se nos palcos em 1959, numa adaptação de "Cyrano de Bergerac", de Edmond Rostand. Poucos anos depois, entrou na Royal Shakespeare Company, onde se manteve durante década e meia, destacando-se na interpretação de peças como "Hamlet", "O mercador de Veneza", "Comédia de uma noite de verão", "Os dois cavaleiros de Verona".
Em 1987, quando assumiu pela primeira vez o papel do Capitão Jean-Luc Picard, em "Star Trek: A geração seguinte", o cinema e a televisão passaram a dominar a carreira do ator.
Patrick Stewart interpretou a personagem ao longo de sete temporadas, em quatro filmes e produções televisivas, como "Star Trek: Picard" (2020-2023).
Em 2000, assumiu outro papel em produções de grande público: o Professor X, Charles Xavier, de "X-Men", da Marvel, a que regressaria em mais nove filmes. A seu lado, no papel de Magneto, tinha Ian McKellen, outro ator britânico com quem partilhava os palcos, o grande repertório 'shakesperiano' e uma das mais citadas interpretações de "À Espera de Godot", de Samuel Beckett.
A agência norte-americana de notícias Associated Press refere-se hoje a Patrick Stewart como "o ator com formação clássica que conferiu uma gravidade 'shakespeariana' aos 'franchises' 'Star Trek' e 'X-Men'", lembrando que "passou a maior parte da carreira nos palcos, e não na Mansão X ou a bordo da USS Enterprise".
"Além de interpretar personagens que vão de Cláudio a Macbeth, (Stewart) apresentava frequentemente uma versão a solo de 'Um Conto de Natal', participou em produções de 'Terra de Ninguém', de Harold Pinter, e 'À Espera de Godot', de Samuel Beckett", escreve a AP, que recorda algumas das melhores críticas da carreira do ator, em papéis de Shakespeare, como Macbeth, em jornais como o britânico The Times e o norte-americano The New York Times.
Em entrevista à AP, em 2008, o ator disse que decorou todos os solilóquios de Shakespeare, desde a adolescência, "só porque os achava fantásticos".
Stewart cresceu em Yorkshire, numa região operária do norte de Inglaterra, numa casa marcada pela violência paterna. Juntou-se a um grupo de teatro amador aos 12 anos. Pouco depois, ganhou uma bolsa de estudos para a Bristol Old Vic Theatre School. Estreou-se como ator profissional em 1959.
"O palco revelou-se um espaço seguro, um refúgio da vida real, no qual podia habitar outra pessoa, vivendo noutro tempo e noutro lugar", escreveu nas memórias "Making it so", hoje citadas pela AP.
Entrou na Royal Shakespeare Company, em 1966, onde permaneceu até 1982. Ao longo dos anos, o cinema e a televisão foram-se infiltrando. Houve participações nas séries "Eu, Claudio", "A Toupeira", em filmes como "Hennessy, o militante", "Excalibur", "Dune". Só depois "Star Trek", que combinou com outras produções como "Teoria da Conspiração" e "LA Story", e com o trabalho em palco como "A Life in the Theatre", de David Mamet.
Em junho de 2010, foi armado cavaleiro por Isabel II. Foi embaixador do International Rescue Committee e patrono da Refuge, organização de abrigo a vítimas de violência doméstica.
"Perdemos hoje um dos grandes nomes do palco e do ecrã", disse o ator Hugh Jackman, que contracenou com Stewart em "X-Men", citado pela AP. "Na minha opinião, um amigo e um homem extraordinário".